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Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Colunas/"SIMPATIA É QUASE AMOR"

O NASCIMENTO DE UM ESCRITOR

Do Rádio ao Livro

O NASCIMENTO DE UM ESCRITOR
Ilustração do Livro EUDINE A CONDESSA DA BARRA l Foto Divulgação - Cláudio Galvão
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O NASCIMENTO DE UM ESCRITOR

Do Rádio ao Livro 

Hoje falarei de como nasceu o escritor dentro de mim, O que criou a motivação para que despertasse o meu interesse por criar estórias e personagens. Comecei cedo na comunicação. Escrevendo cartas ou bilhetes na escola primaria, para ajudar meus companheiros de classe, que não tinham a coragem necessárias para se declararem as jovens meninas que estudavam conosco. caprichava num bilhete de amor, na intenção de ajudar os menos corajosos, a conquista que pretendiam. Era muito requisitado, pois algumas dessas conquistas se tornaram reais após as meninas lerem os bilhetes, supostamente escritos pelos interessados e dava a eles o direito de assinarem as mensagens escritas e isto me dava o prazer em ajudar.  

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Aprendi a escrever ouvindo radionovelas; isto mesmo as novelas eram transmitidas pelo rádio como: Gerônimo o Herói do Sertão, O Direito De Nascer, A Cabana Do Pai Tomas, entre outros sucessos que ouvíamos através do rádio, mas me lembro dos meus pais me contarem do surgimento da primeira radionovela que em 05 de junho de 1941, uma quinta-feira, às 10:30 da manhã, era transmitida a novela da Rádio Nacional, Em Busca da Felicidade.

Estúdio de gravação das radionovelas da Rádio Nacional - A Primeira Rádionovela "Em Busca da Felicidade" / Reprodução 

Atores e atrizes consagrados como: Paulo Gracindo, Mario Lago, Henriqueta Brieba, Grande Otelo, Milton Gonçalves, Wanda Lacerda... interpretavam personagens marcantes através de autores consagrados como: Oduvaldo Vianna, Amaral Gurgel, Moysés Weltman, Janete Clair, Dias Gomes, Ivani Ribeiro entre outros, criavam as estórias que eram ouvidas e disputadas pelos anunciantes, tamanho era o interesse do público ouvinte.

1943 - A sensacional novela 'Ódio!' tem como intérprete atores famosos como Paulo Gracindo e Zezé Fonseca. Rádio Difusora de São Paulo e Rádio Nacional do Rio de Janeiro / Reprodução  

Imaginar as estórias de amor e paixão, era a emoção a moda antiga, e assim ouvindo no rádio, me despertou o interesse em escrever as minhas próprias estórias.

Apresentação do concurso para colorir as ilustrações do livro - Foto Divulgação - Cláudio Galvão

E para comprovar o que aprendi, deixo aqui o registro de um pequeno trecho do meu próximo livro (oitavo) intitulado: “EUDINE A CONDESSA DA BARRA” 

Livro EUDINE A CONDESSA DA BARRA - Foto Divulgação - Cláudio Galvão 

Naquela noite, a lua e as estrelas passeavam no céu da Barra De São João. Pela estreita estrada um carro importado com os faróis acesos, seguia em direção a festa de aniversário. Tendo a bordo convidados importantes, finalmente eles chegam à pizzaria. Mas ao tentar estacionar o carro, um fato lamentável acontece; por falta de atenção do motorista, o automóvel desliza e vai parar numa poça de lama, obrigando os passageiros a desembarcarem na água suja, molhando seus sapatos .Irritado com o fato, o proprietário do automóvel, comunica ao seu motorista a sua imediata demissão: seu idiota, seu imprestável, você não enxerga? Não viu a poça d'agua? Você só serve para dirigir bicicletas. Desça já do meu carro, e deixe as chaves na ignição, seu inútil vá procurar outro emprego de motorista porque você está demitido, sem direito nenhum por justa causa. A sua sorte é que hoje sou um homem religioso e preciso manter as aparências, se não, usaria o meu cinto como um chicote e lhe daria uma boa lição, disse o homem descontrolado. 

Presenciando o ocorrido, ao lado da condessa, seu Libório envergonhado a ela diz: desculpe pela atitude grosseira daquele homem, mas é sempre assim, ele tem um dente de ouro na boca, só anda bem vestido, apoiado numa bengala, e Herculano Silva, um milionário, o homem mais rico e poderoso da cidade. 

Aquela mulher ao seu lado é Eugenia Vitória, sua filha única, uma mulher bonita, porem de gênio forte, e explosiva, e também gosta de humilhar os outros, esbraveja igual ao seu pai. Ela é uma cópia do seu Herculano, portanto condessa, tenha muito cuidado com a relação de amizade com esta gente, o melhor a fazer é afastar-se, recomendou seu Libório. 

Fique tranquilo seu Libório, pois estou acostumada a lidar com esse tipo de gente, afirmou a nobre condessa. 

Livro EUDINE A CONDESSA DA BARRA - Ilustração com Homem Aranha - Foto Divulgação - Cláudio Galvão 

Limpando os seus sapatos, após lavar as maos, sorridente, o homem se aproxima da aristocrata e se apresenta: muito prazer condessa, meu nome e Herculano Silva, um cavalheiro ao seu dispor. Olhando fixamente para ele, com a voz firme, a nobre condessa responde: não posso dizer, ser um prazer conhece-lo. Não pude deixar de ouvir seus insultos grotescos contra aquele pobre rapaz. 

Não é difícil perceber que a sua arrogância caminha ao lado da sua estupidez, suas emoções negativas, parecem que regem o seu cérebro .Vejo que o senhor não nasceu para viver em sociedade. A simplicidade parece que lhe afronta, o seu juízo de valores são medidos pelas riquezas suas e dos outros, não por suas qualidades ou defeitos. 

Pois fique o senhor sabendo que quem mede os seus valores ou dos outros pelas riquezas que possuem, tem que garantir que nunca irão perde-las. O senhor diz ser uma pessoa religiosa, por acaso não existe tolerância, compaixão na sua religião? E o perdão, não faz parte do seu credo? Não seu Herculano, não devemos nortear as nossas vidas pelos bens que possuímos, nem pelo que os outros possuem, pois o maior bem que temos e o amor a Deus e ao próximo, afirmou a condessa. 

E fique o senhor sabendo que caso eu vença a corrida, construirei escolas de artes e ofícios por toda a cidade, concluiu a condessa. Visivelmente irritado, com cara "de poucos amigos" Herculano Silva ironicamente responde: escola pra que? Para formar um bando de desocupados? E quem vai cuidar do meu gado? da minha manada de porcos? e dos meus pés de eucaliptos? Esbravejou Herculano Silva. 

Após ouvir os argumentos, A Condessa Eudine fala: sugiro que dos seus pés de eucaliptos, o senhor extraia a celulose, e com ela confeccione muitos cadernos e principalmente livros, em profusão, para que o senhor os leia, obtenha conhecimentos, e seja liberto desta cegueira e ignorância intelectual e cultural que o aprisionam.... Trecho do quinto e último capítulo do livro: EUDINE A CONDESSA DA BARRA”. 

Livro EUDINE A CONDESSA DA BARRA - Ilustração de Barra de São João l Foto Divulgação: Cláudio Galvão 

lançamento dia 9/10/2024 na Praça Central da Cidade de Casimiro de Abreu.

Desejo a todos votos de harmonia e paz, agradeço e digo: Até Breve! 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: CLÁUDIO GALVÃO TVD
Comentários:
CLAÚDIO GALVÃO TV D

Publicado por:

CLAÚDIO GALVÃO TV D

CLAÚDIO ROBERTO GALVÃO É PROFESSOR, RADIALISTA E ESCRITOR

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